domingo, 16 de agosto de 2009

Dia 9: Mammoth Lakes - Iosemite

Cinco da tarde, um sol lindo. Aproveitei para ir à piscina. Dei um mergulho e sentei-me a ler. Melhor, deitei-me, numa espreguiçadeira. Minutos depois, o livro caiu ao chão e eu dormia profundamente. Ainda bem que acordei com o meu próprio ressonar porque senão ainda lá estava !

O dia começou tardote, pela 10 e tínhamos muito pouca distância a percorrer, cerca de 150 kms. O programa era simples: saída do hotel e 20 kms em grupo até uma bomba de gasolina. Depois entramos no parque natural de Iosemite e cada um segue livremente até ao hotel que está do outro lado, já fora do parque. A conselho do guia, comprei um refrigerante e uma sanduíche na bomba, porque dentro do parque é caro e vai haver filas.

( clique na imagem para aumentar e veja as pessoas a escalar a montanha )

O caminho até ao parque é uma subida gigante de mais de 10 kms. Sempre a subir, curva após curva até aos 2600 metros. Alguns carros na entrada do parque, uns 10 minutos de espera. Mostro o cartão e sigo viagem. Dentro do parque a estrada torna-se mais estreita, ainda com curvas, subidas e descidas e a paisagem é fenomenal. A cada momento há pequenos espaços de estacionamento, com sinalização e wc's. E valia a pena parar em todos: aqui é um local de piquenique, ali é uma encosta para escalar, mais adiante é um miradouro, depois é o início de um trilho pedonal. A julgar pelos carros estacionados, devem estar milhares de pessoas no parque, mas basta caminhar 100 metros para fora da estrada e o silêncio é total.

Passeio o dia nisto. A conduzir devagarinho, parando aqui e ali para fazer uma fotografia ou simplesmente para livrar o mundo do barulho irritante da Harley. Comi a sanduíche na beira de um rio sentado numa árvore caída.



Eram umas cinco menos um quarto e estava a sair do parque. O hotel estava só a 5 kms. Ainda parei numa pequena loja de montanha para comprar um gelado. À minha frente estava um guarda "Ranger" a ser atendido, com revolver e chapéu de cowboy. A mocinha da caixa babava-se toda a atende-lo devagar e o gelado ia derretendo...

Cheguei ao hotel cedinho. Já lá estava o guia e outra moto. Já nos tinham avisado que o hotel era fraco. Mas na serra não há alternativa. Por isso aproveitei o fim de tarde na piscina.

Uma curiosidade: avisos de cuidado por causa dos ursos em todo o lado. Proibidissimo deixar comida nos carros ( por causa do cheiro ) e os caixotes do lixo. Aparentemente, ao fim do dia, os ursos aproximam-se dos campistas em busca de comida.

O hotel era de facto tão fraco como o guia tinha prometido. Chama-se hotel mas é realmente um motel, cada quarto tem uma porta ara o estacionamento. Os quartos são pequenos, os chuveiros só dão água morna, um esguicho foleiro e estão presos à parede à altura do peito. Mas tudo bem, são férias. Para fugir da multidão fui jantar cedo, pelas 19:30, sopa e frango grelhado. A cadeira estava cheia de migalhas. Mas tudo bem , são férias. E, como em todo o lado, os empregados e empregadas são todos mexicanos.

Onde trabalharão os americanos ?


1 comentário:

  1. Adorei o video da água pura! Fantastico!

    Continuação de Boa viagem!

    Beijinhos

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