quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dia 13: Monterrey - Pismo Beach













Dia muito calmo. Tempo seco e sol mas fresco. Começamos pelas 09:00 em Monterrey e seguimos pela estrada da costa, a Highway One sem desvios até Pismo. A estrada tem vistas lindas e segue sobre a encosta sempre ao longo do mar. Esta longa distância, 245 kms, é uma enorme estrada marginal que quase não atravessa povoações. Muito poucas.

Na estrada há poucos restaurantes e todos caríssimos. Tínhamos dois pontos de encontro em locais onde o guia aconselhava a comer sanduíches. Ambos com vistas lindas. No primeiro, tomei um café por 4 dólares ! o roubo é tal que decidi não comer a sanduíche que custava 10. AS t-shirts custavam 76 !!!

O segundo, na localidade de Gorda !, mais adiante tinha um restaurante caro e cheio e uma pequena esplanada onde comi um gelado.

Eram cinco da tarde quando paramos para abastecer. Comi um corndog ( foto ) que é uma salsicha enfiada num espeto, coberta com papa de milho frito. Não é mau.

Vinguei-me depois no jantar, com dois ingleses e um irlandês, onde comi uma bela sopa de sapateira, um peixe grelhado com arroz e um bolo, tudo por 30 dólares.

Ficamos instalados num hotel que, não sendo o melhor ou mais moderno, tem porém uma característica imbatível. É NA praia. E o meu quarto virado para a frente !

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dia 12: S Francisco - Highway one - Monterrey - Carnel

O dia nasceu nublado e fresco. Partimos de S Francisco pelas oito, todos com as malas carregadas com mais umas t-shirts compradas nas inúmeras lojas da marginal.

O plano a partir de agora é simples: seguimos pela Highway 1 "Pacifica" ao longo da costa para sul, até LA, com dormida em Monterrey.

Saídos de S Francisco, subimos a uma encosta espectacular de onde se tem uma imensa vista do mar e da cidade. Neste caso em concreto, o nevoeiro era tal que mal se via a fila de motos ! Aproveitamos para colocar os casacos por causa do frio. Parecia um daqueles dias de praia no nosso Agosto em que entra o nevoeiro.

Porque a dstância até Monterrey é muito curta, entramos para o interior em direcção a uma zona de montanha que os motocicliestas usam para passeios de fim de semana. Usam e fazem bem. As estradas são absolutamente fantásticas, com optimo piso, curvas e contra curvas constantes no meio da floresta, sem casas e sem cruzamentos.

Ia tão relaxado nisto que nem dei pela hora de almoço e quando aramos achei que era para café. Almoçamos um restaurante esplanada muito giro, de madeira, num local onde param as motos todas, pelo que a chegada de 6 Harleys não fez ninguém levantar o olhar. Como hoje não tenho fotos, clique aqui para visitar este restaurante.

A tarde não foi diferente. Rolamos por estradas optimas de volta à costa e ainda paramaos para um gelado numa gelataria enorme, onde havia 5 tipos de copos e cones de todos os tamanhos mas onde os gelados eram só de ... baunilha ! Mas era bons, sim.

Chegamos ao hotel Abrego em Monterrey pelas sete. Chuveiro, e seguimos para Carmel, aqui ao lado para jantar.

( hoje nao há fotos nem mais texto porque acordei tarde e tenho de ir. ja estou habituado à hora de cá e nem queri pensar como vai ser quando chegar a casa ! )

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dia 11: passeio por S Francisco




Foto do dia.


Um expresso e um queque. Pedi o expresso curto. Veio isto ...

domingo, 16 de agosto de 2009

Dia 10: Iosemite - San Francisco


O dia não prometia nada de especial, só uma ligação até São Francisco e era para se fazer todo em grupo. Saímos de Iosemite por uma estrada que deve ter sido feita por quem gostava de motos. Asfalto novo e curva após curva. Veja na foto em cima as curvas que seguem pela encosta fora. Passamos talvez uma hora nisto.

Depois entramos numa estrada nacional, onde passamos mais algum tempo, só parando para reabastecer, seguido de uma hora na autoestrada de aproximação a S Francisco. Os trechos em autoestradas são sempre os mais desagradáveis. Muito trânsito, tudo a mudar de faixa a todo o tempo, muitos nós de etrada e saída, pontes, túneis, viadutos, enfim, uma confusão.

Depois de uma hora nisto, saímos para Sausalito. Uma povoação linda na baía de S Francisco. Um subúrbio caro, com moradias bonitas, rodeadas de jardins e uma marginal cheia de bons carros, gente bonita e lojas caras. Almoçamos numa esplanada frente à marina. A escolha não podia ter sido melhor. E que boa estava a sanduíche de atum. O atum estava cru por dentro, só ligeiramente queimado por fora, com salada e temperado com mostarda de Dijon. Uma delícia e acompanhado por batatas fritas. Aos palitos. Mas... feitas de batata doce.


Estávamos pois a poucos kms de S Francisco. A caminho, paramos numa pequena elevação à entrada da cidade para fazer umas fotos da ponte que, coitada, estava coberta pelas nuvens. Atravessar a Golden Gate acabou por ser uma desilusão. Um nevoeiro frio, que só acabou quando entramos na cidade.

Mas pronto, estava o dia feito.



Chegado ao hotel, tomei um bom banho e fui dar uma volta a pé. O hotel está na zona das docas. A frequencia é mais ou menos. Amanhã vou visitar a cidade. Mas antes vou arranjar os óculos: desapareceu um parafuso e a haste soltou-se!

Dia 9: Mammoth Lakes - Iosemite

Cinco da tarde, um sol lindo. Aproveitei para ir à piscina. Dei um mergulho e sentei-me a ler. Melhor, deitei-me, numa espreguiçadeira. Minutos depois, o livro caiu ao chão e eu dormia profundamente. Ainda bem que acordei com o meu próprio ressonar porque senão ainda lá estava !

O dia começou tardote, pela 10 e tínhamos muito pouca distância a percorrer, cerca de 150 kms. O programa era simples: saída do hotel e 20 kms em grupo até uma bomba de gasolina. Depois entramos no parque natural de Iosemite e cada um segue livremente até ao hotel que está do outro lado, já fora do parque. A conselho do guia, comprei um refrigerante e uma sanduíche na bomba, porque dentro do parque é caro e vai haver filas.

( clique na imagem para aumentar e veja as pessoas a escalar a montanha )

O caminho até ao parque é uma subida gigante de mais de 10 kms. Sempre a subir, curva após curva até aos 2600 metros. Alguns carros na entrada do parque, uns 10 minutos de espera. Mostro o cartão e sigo viagem. Dentro do parque a estrada torna-se mais estreita, ainda com curvas, subidas e descidas e a paisagem é fenomenal. A cada momento há pequenos espaços de estacionamento, com sinalização e wc's. E valia a pena parar em todos: aqui é um local de piquenique, ali é uma encosta para escalar, mais adiante é um miradouro, depois é o início de um trilho pedonal. A julgar pelos carros estacionados, devem estar milhares de pessoas no parque, mas basta caminhar 100 metros para fora da estrada e o silêncio é total.

Passeio o dia nisto. A conduzir devagarinho, parando aqui e ali para fazer uma fotografia ou simplesmente para livrar o mundo do barulho irritante da Harley. Comi a sanduíche na beira de um rio sentado numa árvore caída.



Eram umas cinco menos um quarto e estava a sair do parque. O hotel estava só a 5 kms. Ainda parei numa pequena loja de montanha para comprar um gelado. À minha frente estava um guarda "Ranger" a ser atendido, com revolver e chapéu de cowboy. A mocinha da caixa babava-se toda a atende-lo devagar e o gelado ia derretendo...

Cheguei ao hotel cedinho. Já lá estava o guia e outra moto. Já nos tinham avisado que o hotel era fraco. Mas na serra não há alternativa. Por isso aproveitei o fim de tarde na piscina.

Uma curiosidade: avisos de cuidado por causa dos ursos em todo o lado. Proibidissimo deixar comida nos carros ( por causa do cheiro ) e os caixotes do lixo. Aparentemente, ao fim do dia, os ursos aproximam-se dos campistas em busca de comida.

O hotel era de facto tão fraco como o guia tinha prometido. Chama-se hotel mas é realmente um motel, cada quarto tem uma porta ara o estacionamento. Os quartos são pequenos, os chuveiros só dão água morna, um esguicho foleiro e estão presos à parede à altura do peito. Mas tudo bem, são férias. Para fugir da multidão fui jantar cedo, pelas 19:30, sopa e frango grelhado. A cadeira estava cheia de migalhas. Mas tudo bem , são férias. E, como em todo o lado, os empregados e empregadas são todos mexicanos.

Onde trabalharão os americanos ?


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Dia 9: Las Vegas-Death Valley-Mammoth Lakes




Um dia muito longo, afinal para poucos episódios. Levantamos cedo em Las Vegas. O episódio do costume no pequeno almoço. A sala de jogo com bastante gente às 7 da manhã, a jogar, fumar e beber. O pequeno almoço em si é muito apreciado pelo guia, mas péssimo pelo meu ponto de vista. Numa sala com música de dança às 07 da manha, temos direito a um magnifico all american breakfast" composto por omelete, duas salsichas, batatas fritas, duas torradas e café. Fruta e sumos, ou cereais, nada. Bem, adiante.

Saímos de Vegas em direcção às montanhas, a Leste. Fomos subindo cerca de duas horas até começarmos a descer para o imenso vale a que chamam o "death valley", o local mais profundo e seco do hemisfério Norte Americano. No ponto mais profundo, em Bad Water, está 85 metros abaixo do nivel do mar. O nosso percurso passava por Furnace Creek a 58 metros abaixo do nível do mar. uanto maus descemos para o vale, mais a temperatura sobe. Lá no fundo quase nao há vegertação ( uns arbustos castanhos ) e o calor é sufocante. Hoje estavam 43 centigrados que, pelo que ouvi, é uma temperatura amena face aos 50 que normalmente ali se verificam em Agosto. O recorde foram 57ºC. Em furnace Creek, pop. 31, há um posto de correios ( foto ), uma loja, um hotel e um café restaurante.

Paramos dentro do vale três vezes porque o calor era insuportável. Em cada paragem, bebe-se bastante agua e, eu pelo menos, despejo meio litro sobre mim.

Voltamos a subir e a temperatura foi descendo. E fomos rolando, hoje mais de 500 kms para fazer. A velocidade média nunca é alta, pelo que qualquer dstância demora a ser coberta.

Almoçamos nua cidadezinha pitoresca, Lone Pine, que serviu de base para as filmagens e muitos westerns e continuamos a rolar até às 7 da tarde, quando chegamos a Mammoth Lakes, uma estância de esqui típica com as suas casinhas de madeira e telhados inclinados. E, que bom, com uma brisa fresca.

E assim se passou mais um dia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dia 8: Las Vegas




Tinha planeado deixar-me dormir até tarde mas, como vem sendo hábito, eram sete e já estava desperto. Do 11º piso, a vista sobre a cidade é muito boa. A essa hora, a cidade está calma. Abri a janela para deixar entrar o ar fresco da manhã e entrou logo uma corrente de ar quente. Fiquei logo a saber com o que contar...

Tomei banho e desci para o pequeno almoço, vestido à Americana: t shirt, calções e sandálias. Só me faltava a barriga e o copo de meio litro de cola na mão. Fiquei na mesa onde estava o guia, Dan que, como e hábito, falou sem parar. Assuntos triviais. Saí então para a cidade, seriam umas nove menos pouco. Vegas é uma cidade fácil de visitar porque, apesar de ser enorme, tudo o que interessa está em duas ruas: uma avenida enorme, a "strip" onde estão todos os casinos e uma perpendicular, a "Freemont" que é onde Vegas começou com o primeiro casino nos anos 20 do século passado.

Tudo em Vegas anda à volta dos casinos, e cada casino faz tudo para atrair os visitantes. Os casinos são também hotéis e multi-restaurantes. E são todos feitos à volta do mesmo: o exterior é sempre espectacular, por dentro o r/ch é uma monumental sala de jogo ( difícil encontrar a recepção do hotel propriamente dito ) rodeada nesse piso ou em cima por inúmeros restaurantes e lojas.

Visto de fora, cada casino é mais espectacular que o outro: os espectáculo de água do Bellagio ( Ocean's Eleven ... ) os canais e gondolas no Venetian, uma paisagem de Nova Iorque mais adiante, uma miniatura da torre Eiffel, enfim. Vale a pena fazer a "strip" devagar e parar ou entrar em cada casino. Cá fora um calor horrível desde a manha, mas lá dentro sempre fresco. Vários casinos têm cá fora sprays de água fresca para criar uma nuvem que refresca quem passa. Eu sei que vista a crer mas é mesmo assim.

Vegas tem uma cultura muito própria. Quem vem cá, vem para se divertir à grande e à americana. Jogo, musica, espectáculos. Trás-se companhia ou contrata-se cá. ( anúncios por todo o lado nesta América de contrastes ). Há visitantes de todas as cidades. E, tal como tina visto em Laughlin, as salas de jogo funcionam 24 horas. E sempre com gente. Ao passar pela sala de jogo ( para vir para o quarto tem de ser ) , fico parado a reparar em gente nova que está ali a jogar. Como dizem os americanos "get a life, man" - será que esta gente não tem nada mais para fazer ?

Estou tão ansioso para me por a andar...

Dia 7: Bryce Canyon - Zion National Park - Las Vegas




Levantar cedo em Bryce. Pequeno almoço bom, sem excessos e, antes da partida ainda tive tempo de ir ao Parque de Bryce Canyon fazer umas fotos. Muito bonito, merecia uns dias de sapatilhas a caminhas pelos desfiladeiros. ( a terceira foto ).

Seguimos então para a surpresa do dia: o parque de Zion. Eu já andava a brincar há uns dias com aquele nome pateta, mas nada nos preparava para o que vimos. E do que vimos, rezam as fotos e os vídeos.


Almoçamos num restaurante de montanha à saída do parque, onde o grupo foi chegando com intervalos enormes porque todos tínhamos parado para fazer fotos ou simplesmente para apreciar a paisagem.

Logo à saída, dois episódios. Primeiro paramos num stand Harley porque os apaixonados da marca queriam fazer compras ! Importa dizer que Harley Davidson é uma marca de roupas que também vende motos. Pelo stand que vi, devem vender mais extras do que motos.

Depois outro: o guia teve um furo. Lá se foi buscar a moto que vem na carrinha e a ele foi para lá.

Daí até Vegas, o destino do dia, falavam duas horas e meia de estrada. Em Bryce estava fresco , até com uns chuviscos, mas o guia avisou logo que o calor ia apertar. E assim foi. Ao descer da serra, em longas rectas, o calor foi apertando e chegávamos aos pontos de paragem exaustos. Muito se foi bebendo. Como é hábito eu despejava uma garrafa de agua peça cabeça abaixo mas logo que enrava na estrada o corpo ia secando. Pelas 17 saímos da autoestrada para comer um gelado numa loja muito gira, com decoração dos anos 60 numa vilazinha. Tomamos então uma estrada de serra, que o guia achava melhor para entrar em Vegas, como alternativa á autoestrada. A estradinha prometia curvas abertas e percursos sem trânsito, o que foi recebido de bom grado porque não agrada a ninguém andas nas euro estradas americanas onde os camiões andam de gás ao nosso lado.

Correu mal porém. A tal estrada tinha três trechos em obras ( que o guia conhecia ), que estavam sem pavimento e com muita gravilha solta. Fiz o primeiro muito devagar em primeira e segunda, atrasei a carrinha, mas é mesmo assim. Quando entrei na segunda parte, vi logo ao longe que havia asneira. Na zona de obras, para evitar o pó, tinham molhado o piso. Inteligente quando a terra é barrenta. Conclusão, o casal italiano escorregou e caíram. Não se magoaram mas ela ficou com algumas dores no braço e passou para a carrinha. A moto ficou com os plásticos partidos. Mau ambiente. Caiu ele mas podia ter caído qualquer outro: o piso escorregava mesmo a andar a pé.

Ficamos ali talvez uma meia hora, só as últimas motos da fila e a carrinha de apoio. A italiana passou para a carrinha e continuamos. Mais adiante estavam os outros à espera. O guia, na boa, o que me aborreceu pois tem alguma responsabilidade ao escolher a estrada, mas enfim.

A partir daí fizemos mais hora e meia, talvez duas horas até Vegas, sempre em ritmo rápido, o que me voltou a aborrecer até porque a entrada nas cidades e sempre complexa com enormes autoestradas a entrar e sair por todo o lado. E vários de nós ainda com óculos de sol, quando entramos na cidade era já noite. Mas enfim, correu bem e, todos exaustos, recebemos as chaves que, no meu caso, me abriram a porta do 11257.

Pelas 21:30 jantamos todos juntos para nos despedirmos de parte do grupo que acaba aqui a viagem. Adormeci na mesa. Mesmo. Mas não era único.

O dia seguinte, para relaxar em Las Vegas, é bem-vindo.

Dia 6: Monument Valley - Lake Powell - Escalante - Bryce Canyon

Ainda falta fazer ...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Harley Davidson Road King 2009


Como não percebo nada de Harleys e marquei a viagem a correr uma semana antes, liguei para a Harley no Porto e perguntei que modelo haveria de escolher. Sugeriram a Road King.

Tive o primeiro contacto com a moto na EagleRider em LA. Com 6000 milha, estava nova. Vamos no sexto dia, ja lhe pus mais 2000 milhas quase e ainda não me adaptei. É como se a moto fosse toda construída a pensar no aspecto e na paixão, estando esquecida a razão. O motor vibra imenso ( parece que os amantes da marca gostam assim ), a caixa faz "clonk" cada vez que se engrena a primeira, em curva é ... mais ou menos. Diga-se em abono da verdade que é um conforto. Mas tem umas malinhas que mal dão para lenços. E o motor pega com os descanso em baixo. ABS, não. E os acabamentos são... suficientes.

Mas é admirável fazer milhares de quilómetros no país e cruzar centenas de Harleys de todos os tipos e modelos. É uma paixão nacional.

Dia 5: Grand Canyon - Route 66 - Monument Valley



O dia começou às 6 com pequeno almoço, a que se seguiu o passeio de helicóptero para quem se inscreveu. Fiz algumas fotos ( em cima ) e comprei o inevitável DVD. Mas foi uma experiência única, a minha irmã tinha razão quando insistiu para eu me inscrever. Ao longo da manhã, rolamos em baixa velocidade ao longo do parque que tem uma estrada que segue na borda do grand canyon, com pequenos parques miradouro a cada 5 ou 10 kms.

A meio da manhã seguimos para Leste em direcção ao estado do Utah. Terra de índios, atravessamos o deserto do Mojave e entramos na reserva dos Navajos. Que Deus me perdoe, mas esta gente é estranhíssima. Em todas as paragens há ìndios encostados às paredes com ar indolente. O atendimento nas lojas é péssimo, mal encarado. Ao contrário do que se passa no resto do país, onde se entra numa loja e se ouve logo: "good morning sir, how are you today ?"

Mesmo ao fim do dia chegamos ao Monument Valley ( não tenho fotos porque fiquei sem bateria mas pedi a outros para me fotografarem ). É uma zona muito bonita, onde, na planície surgem aquelas montanhas impressionantes. Mais uma vez, péssima imagem dos índios: para se aceder ao melhor local para fotografia tem de se pagar 5 dolares para uma "reserva". Quartos de banho, nada, explicações, também não. Simplesmente cobram 5 dolares e pronto. Ao contrário por exemplo do parque do Grand Canyon onde, pela montanha fora, há quartos de banho limpos ! e zonas informativas.

Chegamos ao hotel já de noite. Um sitio mesmo giro. Uma espécie de motel de estrada muito pequeno numa cidade chamada "Mexican Hat" onde há três edifícios: o hotel, a bomba de gasolina e o restaurante do hotel. E são todos de madeira !

Como é hábito, o guia estava à nossa espera na entrada do hotel, com as chaves de todos na mão e avisou que tinhamos de ir jantar de imediato porque o restaurante ( um alpendre com grelhados realmente ) ia fechar. Como eu não ouvi, fui tomar banho, mudei de roupa e, quando me apresentei no tal alpendre, os outrod que lá estavam iam pedir, porque tinham esperado em fila para ter mesa.

Fui a tempo, pois !

Mais um bife. E fui dormir. Menos uma hora, porque no Utah muda a hora.

Dia 4: Laughlin - Route 66 - Grand Canyon




Desci para o pequeno almoço às 07:00. E a essa hora a zona de jogo estava animada. Com gente que ainda não tinha ido à cama e outros que jogavam uns dólares antes do pequeno almoço. Americanos ...

Com sempre o guia ( foto ) fez o briefing e indicou o próximo ponto e encontro. A cidade de Oatman ( foto ) e um ponto de paragem para os turistas que fazem a 66 nos dois sentidos. Tem lojas e cafés para turista. E uns burros que vêm comer cenouras. Que também lá se vendem.

Já estamos no estado do Arizona, onde a gasolina é mais barata. Mas não lhe aço a conta porque custa quase metade da nossa. Primeiro zonas de montanha com pequenas estradas e depois longas planícies. Terra vermelha e paisagens enormes. Passamos e paramos em pequenas cidades.

Almocei um esparguete que não me caiu bem. Devo ter tido uma baixa de tensão também por causa do calor. Parei a moto para beber água e passado um bocado o carro vassoura apareceu a saber se havia algum problema. Vem sempre no fim do grupo com uma moto extra, as bagagens e água fresca. É conduzido por um alemão simpático, de sorriso fácil e com um optimo bronzeado, excepto nas marcas dos óculos enormes que insiste em usar ! Após mais uma paragem para abastecer e beber ( eu fui beber um café duplo ) fomos todos em fila muito rápido para ver o pôr do sol no grand canyon. E felizmente chegamos a tempo. Fiz muitas fotos, mas mal vale a pena. Só vendo a profundidade ao vivo é que se sente o que é um riozinho ter escavado uma zona tão grande.

Descemos para o hotel que é ali muito perto numa pequena aldeiazinha. Um chuveiro bom e saí para jantar. Ainda a tempo de apanhar um casal dinamarques e fomos todos comer um bife a um restaurane de índios do outro lado da rua. Também era nesse, no hotel ou na bomba de gasolina !

E o bife estava delicioso !

Dia 3: Palm Springs - Route 66 - Laughlin





Dia duro com muito calor. Paragens frequentes para beber água. Comecei a trazer à volta do pescoço um lenço encharcado com água gelada. E mesmo assim, tinha o fato encharcado de suor.

Começamos por um passeio através do Parque Nacional de Joshua Tree ( foto da árvore em cima ), muito bonito com florestas desta estranha árvore que parece um cacto enorme com um tufo verde em cima. Paragem para almoço pelas 11:30 em 29 Palms, uma cidadezinha no deserto. Pouco mais que um cruzamento com gasolina, um Mac, stand de automóveis e mais uma ou duas lojas. Ao rolar pelo deserto, em rectas que não acabam é estranho ver aqui ou ali uma casa. O que fará essa gente ?

Depois do almoço, com mais de 40 graus, entramos na antiga estrada 66 em direcção a Leste, e pelo deserto fora. Sempre a rolar. Como é habitual, o guia para no local anunciado e, pouco a pouco vai chegando cada uma das motos. São 12 no total. De vez em quando perde-se alguém, mas aparece mais tarde.

Paragem em Amboy, no meio de um deserto de sal. Um calor insuportável. Mas é um cafezinho mítico da estrada 66 e são muitas as Harleys que ali passam, vindas dos dois sentidos. O café tem uma decoração dos anos 50. O moel já ão existe. Aliás não existe mais nada. O dono do café, que o mantém religiosamente como era no passado, não tem medo de estar ali sozinho o dia todo a 50 kms da próxima casa: anda com um enorme revolver na cintura !

Entretanto saímos a Califórnia e entramos no Nevada. Chegamos ao fim da tarde a Laughlin. Um sítio incrível ( horrível, leia-se). Laughlin é uma pequena cidade no deserto que só tem casinos. Só. Não há lojas, não há restaurantes, não há nem sequer jardins. Nem verdes. Atravessa-se o eserto e de repenmte aparece um riozinho e uma cidade fantasma a seu lado. Só em casinos rodeados por parques de estacionamento enormes. Cada casino é também hotel e restaurante.

Exausto, tomei um banho, peguei num livro e vim cá abaixo explorar. O casino tem 2 edifícios com 2 andares e na base dos dois a zona de jogo e os restaurantes e bares. Impossível vir para a rua: não há nada senão outros casinos e, mesmo a essa hora de fim de dia, o calor a rua é insuportável. Teria pago uma fortuna por uma mesinha calma para jantar e ler o meu livro. Teria, mas ninguém o queria. O que havia cá em baixo era: um balcão de hamburgueres cheio de gente, uma pizzaria cheia de gente, uma steak house cheia de gente, um buffet cheio de gente. Tudo ainda mais animado porque o bar, que é enorme, estava a transmitir um jogo de boxe no ecran gigante e TODAS as mesas e cadeiras estavam cheias e gente a seguir com berros o combate.

Exausto que estava, desisti: comprei um hamburguer e fui dormir.

Importa dizer que a zona de jogo é ... em todo o lado. Toda a zona do R/ch está cheia de máquinas, roleta, poker, etc.

Detestei a cidade. De cidade não tem nada. nem o nome: chama-se Laughlin porque é o nome do primeiro casino que ali foi construído. Tudo é plástico e falso. E, como é possível que haja milhares de famílias ali a passar férias com as crianças ? os mais novos na piscina e os mais velhos no jogo. Tudo na boa. Não há uma planta que não seja e plástico !
E eu ainda não sabia o pior.

sábado, 8 de agosto de 2009

Dia 2: Los Angeles-Elsinore-Palm Springs




Notas rápidas, que são 04 da manhã e eu sem dormir:

  • levantar cedo. Os dias vão ser todos assim, despertar às 6, partir pelas sete e tal e chegar ao hotel exaustos a meio da tarde; férias...
  • fomos buscar as motos. vieram buscar-nos numa enorme limousine preta.
  • a garagem das motos não tem dez nem cem. Tem centenas de Harleys para aluguer. É um enorme pavilhão.
  • dei umas voltas com a moto no parque de estacionamento para me adaptar. Percebe-se logo que a Harley é uma moto diferente ... para pior. O mais difícil são os pedais, muito para a frente. Mais tarde, ao rolar, adaptei-me melhor e ao fim do dia já fiz a serra à entrada de Palm Springs sem problema;
  • fazemos a viagem geralmente sozinhos e encontramo-nos em pontos marcados., com as outras motos. Mas na prática só estamos algumas centenas de metros separados. o percurso de hoje foi primeiro uma auto-estrada, depois saímos para pequenas estradas de serra, passamos pelo Lago Elsinore, Serra de S. Bernardino, uma reserva índia ( não fomos atacados ) e depois descemos para Palm Springs.
  • as autoestradas são uma chatice, mau piso, camiões muito grandes, pick ups com pneus enormes, tudo paralelo à mesma velocidade. Se a faixa do lado estiver a rolar 1 milha mais rápido que a nossa podemos ser ultrapassados por um enorme camião a fazer uma ventania e barulho.
  • em cada paragem, o guia ( foto ) faz uma longa explicação do trajecto seguinte. Com piada, mas não se cala. Homem de bom senso, ele anda numa Honda Goldwing cheia de extras.
  • a gasolina é muito barata. Gasto 8 a 10 dolares para encher o depósito. Ontem numa bomba ofereciam um gelado por cada compra de gasolina;
  • em todo o lado o atendimento ao cliente é exemplar.
  • tem estado muito calor ( 38-40 ) e hoje vai piorar. Que remédio, beber água.
  • só eu, um casal italiano e um casal dinamarques temos calças e casacos de protecção. O resto anda de t shirt. Dizem-me que é o espirito Harley...
  • ainda não recuperei o sono. São 5 da manhã e eu aqui ...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dia 1: Los Angeles




Levantei cedo, bom pequeno almoço e saí do hotel pelas 8. Sugeriram-me ir de taxi para a cidade ( 40 kms, 40 dolares ) mas fui de metro ( 40 Kms, 1 USD ).

Dia 0: viagens

Pouco a registar numa viagem longa. Fui lendo, vendo os filmes ( fracotes ) que a Lufthansa colocava à disposição no monitor individual. Antes de lavantar em Frankfurt, um evento muito americano. Chega um à sua cadeira, que vê ocupada por outro. "Get the fuck out of my seat". Como o sentado se demorou a levantar, levou com outra "get out, white trash". Começam então os vizinhos todos a berrar ( tudo americanos ) a mandar o fulano embora.

E as hospedeiras assim fizeram.

Ele merecia. Não parecia alcoolizado mas era insuportável.

Cheguei ao aeroporto e facilmente dei com o transfer grátis para o hotel... que se situa a 300 metros. Para não dormir logo, ainda fui comer um hamburguer. ERRO, pedi uma coca cola "large". Estava cheio de sede, mas eu sei que foi uma asneira. É que large aqui quer dizer mais de meio litro.

E dito isto caminhei um pouco e fui para a cama. 21:00 locais, 05:00 no Porto. E duas hora depois acordei !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dia -1: malas prontas !

Não coube tudo mas coube o que foi cabendo. Levo muitas t-shirts velhas para deixar em cada hotel. E umas cuecas tipo zé-pirolito que tinha guardadas desde o tempo em que o Dias Loureiro e o Isaltino Morais eram Ministros. Hão de ficar lá.

Não dá para levar o capacete, não tenho mesmo espaço. Dizem-me que há lá capacetes americanos abertos no queixo.

Registo o pormenor da foto: a balança para controlar a bagagem!

Durmo cedo porque acordo às três e pouco. Que dureza.

domingo, 2 de agosto de 2009

Dia - 3: os preparativos


Viagem marcada em cima da hora, não tenho nada tratado. A bagagem, não cabe nada. As roupas, estará muito calor ? ou frio ? levo capacete ou uso um dos que têm lá ? estarei a esquecer-me de alguma coisa ? Bendita net: encontrei no YT quem fez esta viagem em 2007. Fiquei a perceber que há geralmente muito calor e em raros momentos algum frio ao atravessar as serras.